sexta-feira, 30 de abril de 2010

sexta-feira 30 de abril de 2010

frio.gosto de sentir o gelo, me tranquiliza de tal forma que sinto que não preciso dormir agora.
se meu estômago embrulha, e a caneta mal desliza não significa que seja um problema.
na verdade sinto a solução, ela tem corrido próxima.
enquanto isso você pode olhar pra mim e pensar o que quiser.
eu estarei fazendo o mesmo.
o que queremos, de fato, é que as idéias
voltem a ser perigosas.

alo? pronto?

amor: enfermidade temporária que se cura com o casamento.palavrade quatro letras, duas vogais e dois idiotas.
dor de cabeça: anticonceptivo mais usado pelas mulheres deste tempo.
virgem: menina de 9 anos, muito feia que corre mais que o primo.
confiança: via livre que se dá a umapessoa para que cometa uma série de abusos.
fácil: diz-se da mulher que tem a moral sexual igual a de um homem.

des-con-tra-in-do

Free?


nem tanto...

Veríssimo

'o corpo e a mentetêm biografias separadas,
cada um sua memória própria,
seu próprio jogo de charadas.
meu corpo tem lembranças
- cheiros, tiques, andanças -
que a mente não registrou,
e o corpo não tem as marcasde metade do que a mente passou.'
'o meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!"

-florbela espanca-

...


todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito!

arriscar-se

cedo ou tarde a gente acaba cedendo.
dobrando o orgulho mesmo que sem querer.
é o jeito. tentar. ir atrás. buscar.
só que às vezes cansa tentar tanto, se esforçar tanto, se dedicar tanto.
eu vou sentir certamente, mas chegou a hora de colocar a cara a tapa de uma vez.
e se não for agora, sabe-se lá quando seria - se é que seria.
refaço meus planos...

faz de conta (:

faz de conta que não quero.
faz de conta que tudo deu certo.
faz de conta que não importa.
faz de conta que concordo.
faz de conta que gosta.
faz de conta que não há outra opção.
faz de conta que é verdade.
faz de conta que tudo acontece dessa maneira.
tudo bem.

todo conto assim tem um final fantástico.ou, pelo menos, faz de conta que sim.
foi?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

perspectivas

tanta coisa já mudou e tanta coisa ainda não. tenho que parar de enxergar somente aquilo que eu quero. utilizar minha visão pessimista para o que realmente convém à minha sanidade. positivo e negativo andam de mãos dadas e eu necessito aprender a distinguir a quem pertence cada mão.

sexta-feira, 23 de abril de 2010


deixar molhar



o vento balança os cabelos das pessoas que andam pelas ruas apressadas fugindo dos pingos de chuva que insistem em cair, molhando as calçadas sujas dessa cidade barulhenta e cheia de gente mal-humoradas que se irritam por pouco.
quanto stress! eu ando pela chuva ou é ela que anda por mim? deixo me molhar! que molhe que lave a alma que lave e leve e só deixe o que tem que ficar.
deixa chover, deixa!
(:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Kissing


13 de abril dia do beijo.

domingo, 11 de abril de 2010

time..

o verão já era e o outono ta ai, essa mudança de estação me fez ver claramente que o tempo está passando, na verdade, o tempo passa. a função dele é passar e nessa loucura toda que é a rotina não nos damos conta de que não é o tempo, mas a vida que passa, relativamente, rápida ou lenta.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

'metaforando'

escolhemos um caminho ou somos escolhidos por ele? há escolhas sendo feitas o tempo todo, até quando sequer pensamos nelas. fiz algumas delas conscientemente. e sabia o que custariam. na teoria.
é, porque na prática as coisas são sempre mais duras de lidar. só é possível saber quando a sentimos. sonhar é inevitável e diria mais, necessário. ir atrás dos sonhos já é outra história. ousar sair da zona de conforto em busca de algo incerto é uma decisão que envolve coragem e um pouco de loucura também.
a medida de cada um deles é uma fórmula tão volátil que é impossível de ser escrita.
mergulhar nesse mar gelado é uma opção. e eu quis. não acho justo reclamar agora. então, me calo. eu sabia que custaria muito. que a busca por um sonho implicaria no mínimo o adiamento de outros. calculei o tamanho da onda e pulei.
mas quando ela bate, gelada, e te faz quase parar de respirar, o que dizer? o que fazer? sentir o corpo febril e quente enquanto os pêlos se arrepiam e não poder contar a ninguém. saber que depois de uma onda virá outra, e outra, e outra...
mas que depois de todas terá terra firme.
as ondas ainda são altas, o mar é fundo e não dá pé, mas há esperança. ao menos há um caminho a ser seguido, ainda que a custa de muitas turbulências na vida pessoal .
como eu disse lá em cima, não dá para mergulhar no mar do norte e reclamar que a água tá gelada, né? então como diria a filósofa dori, de "procurando nemo", continue a nadar, continue a nadar...

terça-feira, 6 de abril de 2010

extremista

invejo terrivelmente as pessoas de alma serena, as lineares, as constantes. invejo esta felicidade lenta e calma. seja lá o que for: desconheço.o que conheço é o intermitente, o que é e será mais, o que ainda vai ser. talvez por culpa do meu temperamento, ou por influência dos astros (?). o que sei, e então não sei se sei.mas há sempre um mas, para os imoderados. é por isso que invejo (ou nao) as pessoas de alma sutil. aquelas que não se definem por advérbios de intensidade.

"e para os tais desse mundo de normais, a vida é andar em corda bamba, mas para aqueles de extremos... acorda é arame farpado."

e o talvez perde-se no mundo dos normais...

um salve aos extremistas do mundo.

joker

tudo não passa de um jogo. os acontecimentos me levam a fazer tal constatação. tenho jogado com a estratégia errada. talvez meu erro seja justamente o fato de ter uma estratégia. talvez eu ainda nem esteja pronto para (voltar a) jogar. creio também que já tenha me esquecido das regras. o que é válido e o que não é. o que funciona
- e principalmente - o que não funciona...


cartas na mesa, mas o jogo não acabou. rumo a uma nova partida, com outras regras e outro ponto de vista.


-love is a losing game-

sábado, 3 de abril de 2010

[delete]

meus melhores posts são os que não escrevo.

"sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!"

não me venham com modismos, cansei deles e de seus seguidores. não me corrijam também, faço o que quero, quando quero, e nada mais nada menos. com o olhar de louco te olho, porque eu falo e tu não fala? o olhar diz mais que qualquer coisa, o medo passa pelos olhos, assim como a força, e se te olho com o olhar de louco, mostro a força que tu tem medo de deixar mostrar. esse medo, que todos em sua grande maioria deixam transparecer e eu não, é que me faz subverter, ser subversivo. a lei é ter medo, a lei é ser receoso. pois eu me recuso, por que tu não recusa, também? o olhar chocado, o olhar cagado, o olhar discriminador agora não faz diferença.
aqui tu não vê, tu não sabe, e sinceramente, eu to cagando e andando pra isso. no mundo normal, eu quero a diferença e o grito. grita! mas grita alto. Contra o padrão e o comum, eu digo. contra as leis a as regras.eu só quero o diferente, ok, a moda é tentar ser diferente, mas não é esse o diferente que eu quero, quero o espírito diferente, a alma incomum, não quero simular alternatividade nem falsa intelectualidade, prefiro a calma, que também mostra distinção. e com a tranquilidade plena e um litro de vinho, estou pronto para subverter.
risco todos os padrões dos quais eu deveria seguir, gosto de ser inédito. enquanto alguns simulam padrões, eu digo que não! e negando os estereótipos, negando os iguais, eu me faço diferente. mas ei! essa diferença ainda segue um padrão. quero a diferença completamente inédita, não importa que tipo de roupa tu veste, que jeito tu fala ou que livro tu lê. o que importa é o que tá na cabeça. isso sim, faz das pessoas umas distintas das outras.
e com a esperança de que a todas as pessoas - e não só os culpados - possam subverter, aqui estou eu.
prazer, surrealista.