o homen está condenado à liberdade.
J.P. Sartre
quinta-feira, 30 de junho de 2011
o frio para amenizar a sensação estúpida de fazer tudo ao contrário do que deveria ser feito. tão simples e, entretanto, a confusão é que protagoniza estes dias inconstantes.
malditas olheiras incoerentes.
café, afogue no inverno a falta de vontade. e deixe que a sensibilidade tome a indiferença e ambas sigam o passo ensaiado do tango argentino e possam adentrar na madrugada e sentir suas mãos congeladas, mas que gargalhem, gargalhem do frio, das mãos, da vida. (:
malditas olheiras incoerentes.
café, afogue no inverno a falta de vontade. e deixe que a sensibilidade tome a indiferença e ambas sigam o passo ensaiado do tango argentino e possam adentrar na madrugada e sentir suas mãos congeladas, mas que gargalhem, gargalhem do frio, das mãos, da vida. (:
terça-feira, 28 de junho de 2011
de tudo me sobraram receios e poucas certezas. mas o quão sólidas são elas, não sei. assim como não digo que ainda temo de verdade tudo que ficou comigo. tudo que eu deixei que ficasse aqui dentro. aqui nesse maldito lado de dentro.
e confesso que não quero saber dele tanto. sei bem o quanto perigoso é arranhar as paredes que construo. os muros sempre têm um propósito de existir, e os meus não são como os de berlim. são muros de proteção, não de separação. são as paredes da minha (in)segurança. aqui tem até arame farpado; vai que eu resolva que quero pular pro outro lado. ..
das certezas que me restam, creio em uma: serei forte.sempre e paradoxalmente forte.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Carlos Drummond de Andrade
chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
tempo de absoluta depuração.
tempo em que não se diz mais: meu amor.
porque o amor resultou inútil.
e os olhos não choram.
e as mãos tecem apenas o rude trabalho.
e o coração está seco.
em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
és todo certeza, já não sabes sofrer.
e nada esperas de teus amigos.
pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
as guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
chegou um tempo em que não adianta morrer.
chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
a vida apenas, sem mistificação.
do livro "sentimento do mundo"
outro surto-temporal provocado por junho
nesse mês historicamente
caem trovões na minha sala
e eu, muito sensata que sou
aproveito o tempo de incertezas revoantes
estruturais voadoras
para tomar grandes decisões
é quase como dançar nos fios dos postes)
e agora que tenho certeza
de que nunca terei certeza
se estaria me perguntando
se tenho certeza
do outro lado
de quem não sou
de quem escolhi não ser
mas que sou
acabo sendo
e não posso fugir
é hora de tentar
ser quem sou
porque já sou de qualquer forma
e ninguém
perde nada
sendo quem é.
caem trovões na minha sala
e eu, muito sensata que sou
aproveito o tempo de incertezas revoantes
estruturais voadoras
para tomar grandes decisões
é quase como dançar nos fios dos postes)
e agora que tenho certeza
de que nunca terei certeza
se estaria me perguntando
se tenho certeza
do outro lado
de quem não sou
de quem escolhi não ser
mas que sou
acabo sendo
e não posso fugir
é hora de tentar
ser quem sou
porque já sou de qualquer forma
e ninguém
perde nada
sendo quem é.
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
opor-me ao lítio.
recuperei o controle.. ok ok eu sei, nunca tive controle algum.
e prefiro ser assim: descontrolada, descabida.
falamos tanto sobre aceitação, que resolvi me aceitar, me conter
seria a maneira mais fácil de não aceitar quem eu sou, e infelizmente ou felizmente
tenho, no entanto, um orgulho descabido de ser.sentimentos extremados, são meus formadores de carater, de personalidade, não temo
meu extremismo, e sim, a calmaria dos contidos.
receio que conviver com essa personalidade, um tanto quanto ácida, não seja tarefa fácil. meus dias ruins, são de fato insuportáveis. [pra mim inclusive]
contudo, é essa inconstância que me faz vasta, ampla ao ponto de ter em mim
todo o amor do mundo.
e prefiro ser assim: descontrolada, descabida.
falamos tanto sobre aceitação, que resolvi me aceitar, me conter
seria a maneira mais fácil de não aceitar quem eu sou, e infelizmente ou felizmente
tenho, no entanto, um orgulho descabido de ser.sentimentos extremados, são meus formadores de carater, de personalidade, não temo
meu extremismo, e sim, a calmaria dos contidos.
receio que conviver com essa personalidade, um tanto quanto ácida, não seja tarefa fácil. meus dias ruins, são de fato insuportáveis. [pra mim inclusive]
contudo, é essa inconstância que me faz vasta, ampla ao ponto de ter em mim
todo o amor do mundo.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
sobre o teu origami
personificar papéis. não os papéis que incorporamos nas cenas de mãos dadas, nas peças de discussão ou nos monólogos de desabafo; já não somos mais personagens.
falo dos papéis dobráveis. porque olhando pra eles, lembro de mim. lembro de como fui (des)dobrado em metade.
mas voltemos aos papéis. repare que nunca nos damos por satisfeitos quando os dobramos apenas uma vez; apenas em duas partes, iguais.
ocorre que (assim) você me dobrou e antes que eu percebesse meu status de metade, você amassou a ponta esquerda e dobrou (de novo) minha situação. dobrou a ausência em carência, a razão em paixão e dobrou em dúvida o que eu tinha de certeza. nada pensado. era confortante medir os nossos lados & amassar com os dedos os motivos e (contra)tempos.
me desdobrei antes que rasgasse.
ocorre que (assim) você me dobrou e antes que eu percebesse meu status de metade, você amassou a ponta esquerda e dobrou (de novo) minha situação. dobrou a ausência em carência, a razão em paixão e dobrou em dúvida o que eu tinha de certeza. nada pensado. era confortante medir os nossos lados & amassar com os dedos os motivos e (contra)tempos.
me desdobrei antes que rasgasse.
queria deitar a cabeça no travesseiro com a certeza que amanhã será um bom dia.
e eu vou abrir a tua janela, o sol vai esquentar todo esse frio. você ainda vai estar dormindo e só acordara depois de um beijo meu. tu vai levantar com o cabelo bagunçado, ligar o computador e colocar a nossa música preferida pela manhã, enquanto eu, de meias e camiseta estarei na cozinha preparando torradas de queijo para o nosso café na cama. só depois de duas horas nós iremos levantar, estaremos atrasados, mas mesmo assim te puxo para um último beijo.
não importa se passaremos duas ou vinte e quatro horas juntas, um ano ou a vida toda.
no dia em que eu acordar e não te encontrar ao meu lado, vou ficar procurando teu cheiro. tu lembrará de como eu morro de rir com as tuas fungadas. eu estarei pensando em ti.
em meio aos meus pensamentos, tu entrará no quarto sorrindo. me dará um beijo de bom dia e eu lembrarei de todos os beijos de bom dia já dados. e dos muitos que ainda espero.
em meio aos meus pensamentos, tu entrará no quarto sorrindo. me dará um beijo de bom dia e eu lembrarei de todos os beijos de bom dia já dados. e dos muitos que ainda espero.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
minha sincera assinatura abaixo de:
"o cinema americano não faz mais filme, faz videogame", Luiz Carlos Barreto no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
coragem
porque às vezes é também necessário esse gigantesco passo em falso. no vento que avassala e carrega sem anunciar um destino prévio. é necessário o salto, o grandioso salto sem fôlego.sufoca.
mas não mata: liberta.
coragem: afrontar os perigos; valor; destemor, intrepidez, bravura.
mas não mata: liberta.
coragem: afrontar os perigos; valor; destemor, intrepidez, bravura.
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