quinta-feira, 31 de março de 2011

om namah shivaya.
eu reverencio Deus que habita em mim da maneira como eu sou.
eu não sei o que é mais medíocre: bandeiras erguidas com o nome de Jesus Cristo ou manifestações ateístas. no primeiro caso existe um Deus vingativo, responsável pela desgraça e louvado pelas vitórias num campo de futebol. no segundo há um Deus, ironicamente, piadista, rindo da hipocrisia criada pelo próprio homem.
confesso que é compreensível vestir uma camisa ateísta em tempos atuais. o mundo está uma merda e nenhum comercial da Coca-Cola vai me provar o contrário. mas ateístas perderam uma grande oportunidade de apontar os verdadeiros culpados: instituições. Deus é justo, porém quem faz sua imagem são babacas e ordinários. gente que se mistura com político, escravidão, valores machistas, Rede Globo, Record, Obama e Bin Laden. ateístas e religiosos não lêem a bíblia. eles ouvem frases incompletas e se sentem prontos para vestir pedras, paus e armas. entender o contexto histórico social e cultural de uma civilização faz bem para a inteligência e a humanidade agradece.

segunda-feira, 28 de março de 2011

"começamos a inventar porque o mundo não nos parece suficiente". (Mario Vargas Llosa)
também não sou original - e quem é? tudo na vida são recriações, reinterpretações e antropofagia cultural. no fim, é assim que a gente forma nosso caráter: aproveitando o melhor das pessoas, agindo como a gente gosta que ajam conosco.descartando os exemplos ruins.

masters of war...

não tem como negar que Dylan éo cara
essa música transcende qualquer barreira.
sou a favor de um caos na mente de cada ser racional sobre a terra.
a partir desse caos, teríamos uma verdadeira revolução.
seria, talvez, o início de um fim.

http://www.youtube.com/watch?v=JaMz8pgua_0
não me prestei a encontrar a versão original...
somos uma geração sem peso na história. sem propósito ou lugar. nossa Guerra é a espiritual. nossa depressão, são nossas vidas. Clube da Luta-David Fincher.

sábado, 26 de março de 2011

before anorexia and implants, there was
something called
SEXY.
a imperfeição é bela, a loucura é genial e é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente chato.
norma jean baker ou marilyn monroe.
'até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro'. CL
"Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura. Necessariamente porque o dualismo existencial torna sua situação impossível, um dilema torturante. Louco porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é procurar negar e superar sua sorte grotesca. Literalmente entrega-se a um esquecimento cego através de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão distantes da realidade de sua condição que são formas de loucura - loucura assumida, loucura compartilhada, loucura disfarçada e dignificada, mas de qualquer maneira loucura."
Ernest Becker
(insira aqui seu comportamento questionável)
não me pergunte o motivo. perderia meu tempo, sua companhia e meu cinzeiro iria se encher a cada minuto. achar explicações? deixo a cargo do que me faz mal, do que me faz mais poeta. eu não sei e desejo que se fodam todos que buscam na fatalidade a felicidade. fatalidade é um piano caindo sobre minha cabeça ou uma garrafa de doze anos ao chão. ninguém morre de amor, mas viver dele me é fundamental. se não o tenho, uma ypióca faz bem o papel. enfim com tantos outros "enfins", eu gosto de ti e lhe respondo com qualquer blues, com qualquer tango ou um samba de quatro notas. se preferir, um rock de sessenta e seis já é o suficiente. de repente tenho mais cinco minutos e ainda tenho tantos outros cinco minutos pela frente...

quinta-feira, 24 de março de 2011

felizes são os esquecidos, pois eles tiram o melhor proveito dos seus equívocos. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças-Michel Gondry
só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.
- Carlos Drummond de Andrade
saber mudar de tom
essas palavras repetidas tantas vezes tantas vezes que perdem o sentido completo do que se expressa. a diferenciação se  camufla na tentativa geral de sobresSAIR. e dai tu fica pensando que o mundo é misterioso, mas só com o tempo percebe que aqui, ali e lá todos querem o mesmo. o mesmo. e não encontra resposta fora das teorias da cons-piração. a malandragem da coisa parece genial, porque de nada precisamos até precisar-se de algo. alguma coisa pra completar o vazio. completar o que não existe, o que se pensa existir. e a piração vai aumentando quando notamos que uma necessidade puxa a outra e a proporção é geométrica e ninguém pensa que é necessário parar para pensar nisso e repetir repetir mil vezes as mesmas perguntas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

(au-dá-cia)

audácia
s. f.
impulso de alma que leva a cometer ações extraordinárias, desprezando obstáculos e perigos; denodo, afoiteza, arrojo, ousadia, intrepidez, valor. atrevimento.

mentir é a coisa mais divertida que uma garota pode fazer sem tirar a roupa. Closer- Mike Nichols.

arte

o paulistano Alexandre Órion, designer e artista plástico formado em artes visuais que trabalha com graffiti desde de 1995 e como fotógrafo autodidata e iniciou seu envolvimento com a teoria e a prática fotografica em 2001.

terça-feira, 22 de março de 2011

Ser o que se é.

o mal é um ponto de vista.
Entrevista com o Vampiro- Neil Jordan

segunda-feira, 21 de março de 2011

momento Gullar.

você é mais bonita que uma bola prateada
de papel de cigarro
você é mais bonita que uma poça dágua
límpida
num lugar escondido
você é mais bonita que uma zebra
que filhotes de onça
que um Boeing 707 em pleno ar
você é mais bonita que um jardim florido
em frente ao mar de Ipanema
você é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás
de noite
mais bonita que Ursola Andress
que o Plácio da Alvorada
mais bonita que a alvorada
que o mar azul-safira da República Dominicana

Olha,
você é tão bela quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana.

do livro toda poesia- Ferreira Gullar, na página 173. a minha preferida!
a imagem é do poeta Ferreira Gullar, feita por murillo Meirelles, publicada na capa do Serafina, premiada no concurso Folha de SP por sua originalidade e plasticidade.
cada minuto que passa é uma nova chance para mudar tudo para sempre. Vanilla Sky
à
s vezes queria jogar sozinha roleta-russa. um revólver pesado encostado na cabeça. não é que eu queira morrer, entenda, só queria achar, por um segundo, que o acaso, que seja o acaso, que seja o destino, que seja algum deus improvável, que algo me quer viva. me precisa viva a ponto de eu engatilhar e atirar e permanecer respirando. :)

domingo, 20 de março de 2011

eu sou tão igual
tal qual um dia alguém normal me disse:
em nada te diferencias das insanidades de outros e da mesmice de todos.
eu sou tão normal
cadê a tal da loucura que aviva?
pois de branda eu já tenho a vida
preciso, pois, de um veneno que atiça.
o s é um assovio desnecessário.
o plural está implícito na posse do cinza...
...dos mortos blocos de cimento acima.
...no matter gay, straight, or bi
lesbian, transgendered life
i'm on the right track baby
i was born to survive

no matter black, white or beige
chola or orient made
i'm on the right track baby
i was born to be brave...
Gaga-

sexta-feira, 18 de março de 2011

elementar, meu caro Watson.

HAHAHAHA

então, se nao quer dormir...
sugeriu ele, ignorando meu tom de voz. [parei de respirar.]
se nao quer dormir?
ele riu.
o que quer fazer entao?
lutar e lutar, até que cordeiros se transformem em leões. Robin Hood
tento apenas equilibrar o jogo, porque às vezes, muitas vezes, bem mais do que eu gostaria, eu preciso sair debaixo das cobertas pra encarar um céu cinzento disfarçando o medo que eu sinto, que não é bem-visto pelos olhos do mundo. e todo esse desejo que tenho, impertinente, que não cabe num templo ou numa caixa de sapatos, esse desejo que explode no universo infinito de uma cama box l, tenho que guardá-lo nos limites do palpável, que assim fica mais fácil de mantê-lo adormecido.
o eu quando se tem insônia você nunca dorme de verdade e você nunca acorda de verdade.
Clube da Luta- David Fincher.
eu vivo como quem assiste uma adaptação da 'vida' para o cinema.
as vezes eu tenho a sensação de que a gente já viveu e já finalizou esse jogo, só
estamos aqui pra destravar as fases secretas...

terça-feira, 15 de março de 2011

"amamos desejar mais do que amamos o objeto do nosso desejo."

(Quando Nietzsche Chorou)
não há versão verdadeira de nenhuma história. todas as versões são verdadeiras para quem a conta. não há a realidade da coisa porque a coisa só existe se você decide concebê-la como existente.
as coisas têm o sentido  que a gente quer que tenham.
dois pontos

e um dia de tanto viver de sede
hei de morrer da mesma causa
na tentativa de pôr um fim ao meu preconceito com novos escritores e com esta moderna forma de expressão, andei vagando por alguns blogs interessantes, outros nem tanto, a maioria insuportavelmente desinteressante, mas o fato é: não tente passar os olhos por um blog (e, com pesar, eu incluo este aqui na lista) se não quiser esbarrar em amores-mal-resolvidos-carências-afetivas-separações-dolorosas. WHAT THE FUCK?! foi só isso que nos restou? que decadência, podemos todos dar as mãos e trabalhar na Marie Claire.

segunda-feira, 14 de março de 2011


"uma vez que uma ideia se apodera da mente, é quase impossível erradicá-la. "
A Origem,Christopher Nolan
dê-me cem minutos e um vinho chileno. vou puxar as mangas do moleton e saborear o teu frio. amy amy amy  tocando. um vento gelado e o meu sorriso debochado. parabéns.
"explicações sucintas dadas aos seres reais: eu não sinto. eu invento."
Ana C., que sofria do mesmo mal.
qualquer coisa é capaz de me levar aos céus ou me empurrar para o inferno. meu corpo parece nunca cansar de brincar de montanha russa (como quem se alimenta da náusea). nasci em carne viva, sem pele, tudo sinto; fui obrigada a me armar para preservar minha espécie já quase extinta. agora não quero mais falar porque estou toda exposta e me incomoda viver à mercê de fatos.

dos motivos

às vezes acho que escrevo por puro ceticismo. eu duvidaria se me contassem, por exemplo, que há exato um ano eu sentia intensa dor nos cotovelos. depois sorriria debochadamente e diria "sei" como quem diz "até parece". preciso escrever para produzir provas.
"(...) nossa necessidade fresca & neurótica de elaborar sofrimentos e rejeições e amarguras e pequenos melodramas cotidianos para depois sentar Atormentado & Solitário para escrever Belos Textos Literários. O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável."
Caio Fernando Abreu em carta a Sérgio Keuchgerian, 10/08/1985

sábado, 12 de março de 2011

por isso que de repente te odiar me pareceu boa ideia
de repente, com a geografia desfavoracendo, odiar alérgicos faça bem aos egoístas.

verdade seja dita:

tu gosta das minhas mentiras.

"a mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer."
 Quintaninha

quarta-feira, 9 de março de 2011

o conformismo é uma doença. a submissão não tem remédio.

pra que sentido?

é o meio! o meio modifica o ser, e o ser modifica o 'será' transformando-o em 'seria', que por sua vez só serve pra torturar as pessoas nas camas e nada mais.
que por sua vez, não é minha vez.

terça-feira, 8 de março de 2011

se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.
 Simone de Beauvoir. linda e repleta de significado, motivo pelo qual merece ser sempre postada.
igualmente repleto de significado um dos mais célebres dos seus pensamentos: "ninguém nasce mulher, torna-se" (O Segundo Sexo, 1949), quando delimita a diferença entre sexo e gênero.
para refletir no Dia Internacional da Mulher. hoje! (:

segunda-feira, 7 de março de 2011

pra nós todo o amor do mundo.
'por trás desta máscara há mais do que uma cara; há uma ideia. e as ideias são à prova de bala.
V for Vendetta; James McTeigue
as vezes me sinto como a fumaça do cigarro que se perde pelo ar
enjoativa... estonteante... desejada... subvertida.
refulgente... dissimulada... graciosa... perversa.
existe um universo infinito entre quatro paredes.
algo que transcende a realidade que vemos no cotidiano.
que explode dentro  da cabeça.
um caos. um infinito.

acontece quando estamos em busca de uma resposta.
uma resposta  sem uma pergunta.
um vazio frio, que nos deixa impossibilitado de uma ação.
um eterno que nos faz viajar.

as quatro paredes perdem sua consistência.
tamanha se torna a imaginação.
o pensamento impulsivo que convoca a necessidade de uma ação ainda não realizada.
que nos tornaria completo.

um alimentar do ego.
o ódio com a impossibilidade.
um pensamento eterno de um sentimento destrutivo do vazio existencial.

um big bang racional.
e o universo se formando.
o eterno pensar.

quinta-feira, 3 de março de 2011


pra mim, não existe momento mais vulnerável para um homem do que enfiar seu pau na boca de alguém, em uma boca cheia de dentes, na boca de uma primata predadora, em uma boca feita pra rasgar e arrancar carne, na boca de alguém que tem o controle total sobre meu gozo.
cuidado...
demorou algum tempo para eu perceber: o caos era a minha vida, não uma fase. fazia parte de mim, compunha o meu dia-a-dia e consumia minha essência. ele era meu senhor .sem muitas opções, formei um vínculo. o vínculo virou vício e hoje já não posso desfazer-me do mal entendido. na verdade, nem tento. quem pensa em se desfazer de si mesmo? 

quarta-feira, 2 de março de 2011

                                                                               "Oh! Gentilshommes, la vie est courte. Si nous vivons, nous vivons pour marcher sur la tête des rois."

                                                                     Oh! Gentis homens, a vida é curta. Se nós vivemos, nós vivemos para arrancar a cabeça dos reis.

Shakespeare.
para seguir o conselho de Shakespeare é preciso, no entanto, primeiramente apontar que: o saber é a única arma dentro do universos de possíveis do homem. o conhecimento é o pressuposto moral da liberdade. condição do desejo de emancipação do indivíduo. não há nada mais revolucionário do que a busca pela emancipação e pela verdade.
 a forma de uma hierarquia moral míope, que além de míope é também cristã, heterossexual, machista, bélica, patrimonial, capitalista, individualista e que vem na esteira de toda a série de preconceitos e visões de mundo trazidas pelo homem europeu na empreitada colonial. [chega!]