escolhemos um caminho ou somos escolhidos por ele? há escolhas sendo feitas o tempo todo, até quando sequer pensamos nelas. fiz algumas delas conscientemente. e sabia o que custariam. na teoria.
é, porque na prática as coisas são sempre mais duras de lidar. só é possível saber quando a sentimos. sonhar é inevitável e diria mais, necessário. ir atrás dos sonhos já é outra história. ousar sair da zona de conforto em busca de algo incerto é uma decisão que envolve coragem e um pouco de loucura também.
a medida de cada um deles é uma fórmula tão volátil que é impossível de ser escrita.
mergulhar nesse mar gelado é uma opção. e eu quis. não acho justo reclamar agora. então, me calo. eu sabia que custaria muito. que a busca por um sonho implicaria no mínimo o adiamento de outros. calculei o tamanho da onda e pulei.
mas quando ela bate, gelada, e te faz quase parar de respirar, o que dizer? o que fazer? sentir o corpo febril e quente enquanto os pêlos se arrepiam e não poder contar a ninguém. saber que depois de uma onda virá outra, e outra, e outra...
mas que depois de todas terá terra firme.
as ondas ainda são altas, o mar é fundo e não dá pé, mas há esperança. ao menos há um caminho a ser seguido, ainda que a custa de muitas turbulências na vida pessoal .
como eu disse lá em cima, não dá para mergulhar no mar do norte e reclamar que a água tá gelada, né? então como diria a filósofa dori, de "procurando nemo", continue a nadar, continue a nadar...
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