quando as vezes seguir um curso certo exije uma ação de pirataria...a própria pirataria passa a ser o curso certo.
Piratas Do Caribe, Gore Verbinski-
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
também é o meu preferido.
procuro despir-me do que aprendi
procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
desembrulhar-me e ser eu...
Alberto Caeiro
procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
desembrulhar-me e ser eu...
Alberto Caeiro
sábado, 25 de dezembro de 2010
e quando a hora vier...
e quando vier a hora do arrependimento
direi que vá embora
basta de arrependimentos
e de melancolias antes de pegar no sono
não me agradam os sentimentos soturnos
e aqueles que dominam a razão quando não estou a vigiando
chega de querer voltar para trás
também não quero saber de futuro
não quero saber de horas
por mim que as horas cheias queimem
e sobrevivam somente aquelas vivas
de números iguais, em pares agradáveis
12:12
dez e dez
números elegantes que me façam pensar
que minha cama não é habitada só por mim.
direi que vá embora
basta de arrependimentos
e de melancolias antes de pegar no sono
não me agradam os sentimentos soturnos
e aqueles que dominam a razão quando não estou a vigiando
chega de querer voltar para trás
também não quero saber de futuro
não quero saber de horas
por mim que as horas cheias queimem
e sobrevivam somente aquelas vivas
de números iguais, em pares agradáveis
12:12
dez e dez
números elegantes que me façam pensar
que minha cama não é habitada só por mim.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
mente avulsa
estava dormindo e quando acordei estava aqui, neste mundo, de escolhas, de decisões duras, rápidas e frias. sem se dar conta do que é viver, mas tendo que o fazer, tendo que sobreviver. derramado em um mundo de leis e de conflitos constantes. algumas perguntas sempre ficam sem respostas, mesmo.
essa coisa de viver é foda, você lembra pouco de tudo que precisa ser lembrado.
e eu me perdi nos detalhes, não sei qual é mais a minha razão. a minha cabeça não está aqui, mas também não sei por onde ela anda, o que ela faz, com que ela sonha. vou continuar com meus sinais internos, que não me mostram nenhum caminho, mas que me fazem continuar. eu só quero que os próximos dias passem.
um dia vamos conversar, sentados no chão, (eu) dizendo o quanto sempre te (?), até quando não acreditei.
essa coisa de viver é foda, você lembra pouco de tudo que precisa ser lembrado.
e eu me perdi nos detalhes, não sei qual é mais a minha razão. a minha cabeça não está aqui, mas também não sei por onde ela anda, o que ela faz, com que ela sonha. vou continuar com meus sinais internos, que não me mostram nenhum caminho, mas que me fazem continuar. eu só quero que os próximos dias passem.
um dia vamos conversar, sentados no chão, (eu) dizendo o quanto sempre te (?), até quando não acreditei.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
meus lábios grudados, mesmo tendo bebido tudo aquilo noite passada. tento abrir a boca para falar, gritar: consigo finalmente, com força, romper o lacre, arrebentar os pontos. sinto o gosto de sangue, o sal do líquido viscoso que agora escorre como se fosse um rio. -a boca não está mais seca.
lenvanto da cama e vou a frente do espelho. encaro meus olhos, sem cor. quando foi que a perdi? o vazio dessa vida tomou-me a alma. lembro da noite passada - ou daqueles anos todos - não sinto.
lenvanto da cama e vou a frente do espelho. encaro meus olhos, sem cor. quando foi que a perdi? o vazio dessa vida tomou-me a alma. lembro da noite passada - ou daqueles anos todos - não sinto.
(in)completo.
entre o álcool , amigos e cigarros me sinto sozinha. tenho disso às vezes. vejo todo mundo comemorando a vida e penso que nunca mais vou conseguir ficar plena. plenitude, segundo o dicionário: o que está completo.
completo: auto-suficiente.
dizem que a maior plenitude está na solidão.
completo: auto-suficiente.
dizem que a maior plenitude está na solidão.
o tempo externo atropela e exige. o tempo interno se arrasta e tropeça. passado e presente se tornam, na mente, uma única plataforma regida pelo caos.
passado e presente se superpõem, velhas experiências se refazem como novas e então: acabam. o tempo mistura, uma memória onde você nunca encontra exatamente o que procura.
passado e presente se superpõem, velhas experiências se refazem como novas e então: acabam. o tempo mistura, uma memória onde você nunca encontra exatamente o que procura.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
hã?
levo olhos tamanho-mundo, ânsia de caminhos, noites aqui, rumor de passos e prosas, porque andando e falando se chega, chegou-se. chuva de risos, alegria de um povo, voo de notas que dançam sem saber, verbos quase-confidências, quase-carícias, saboreados sem pressa, sem mais, saboreados, apenas. ali no espaço da cidade, entre as ruas modestas da península, eternas de tanta tranquilidade, tanta folha que voa pelas calçadas, tanto ano soprado entre os braços, ali onde o a noite me encontra...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
imediatamente as vozes se calaram, todas. ficaram as lembranças, o sorriso inebriante nas manhãs de domingo, as conversas, todas elas. ficaram a verdade e a compreensão. os pequenos detalhes imortalizados pela importância que terão para sempre. sempre haverá uma tentativa de crescimento. compartilhar suas maiores virtudes, medos, vontades, alegrias. compartilhar o sexo, o gosto, o cheiro. compartilhar o amor,que se multiplica - e, como quase tudo na vida, se transforma. -
fuck the summer
pois é, não dá mais para me enganar, passei da fase de culpar minhas roupas. a culpa é dessa estação maldita que impede as pessoas de se vestirem bem.
e sempre tem um infeliz que vem com a frase clássica “se anima! é verão!”. como alguém espera que eu fique de bom humor, com esse calor?! espero que essa estação passe de uma vez...
e sempre tem um infeliz que vem com a frase clássica “se anima! é verão!”. como alguém espera que eu fique de bom humor, com esse calor?! espero que essa estação passe de uma vez...
alguma vez você já confundiu um sonho com a vida? ou roubou algo quando você tem o dinheiro? você já foi azul? ou pensou que o trem andava quando ele estava parado? talvez eu fosse louca mesmo. talvez tenha sido a década de 60. ou talvez eu era apenas uma garota... interrompida.
girl... interrupted.
girl... interrupted.
domingo, 5 de dezembro de 2010
eu quero é o ensaio das palavras não ditas. quero disfarces de palavras, porque são elas que nos ajudam a construir o que livros e filmes ensinam.
não me entendam mal, não quero mentiras. quero sim os bastidores da vida. sentir aquilo que não se diz como se alguém tivesse dito. quero o enredo todo, bem coordenado, com os personagens certos sempre ali, sabendo e querendo o mesmo que eu.
não me entendam mal, não quero mentiras. quero sim os bastidores da vida. sentir aquilo que não se diz como se alguém tivesse dito. quero o enredo todo, bem coordenado, com os personagens certos sempre ali, sabendo e querendo o mesmo que eu.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
zigmunt bauman é um teórico que diz que a nossa sociedade se divide entre os estranhos e os incluídos. incluídos somos nós, classe média compactuante com o sistema, que paga imposto, vai para a faculdade, shopping, praia etc. excluídos são todos aqueles que não seguem a ordem - e fogem à regra. os loucos, diferentes, os que moram em favelas, os índios etc. a sociedade, em busca da ordem, tem duas maneiras de lidar com os estranhos:
- maneira antropofágica: aniquilá-los, devorá-los e regurgitá-los de volta, adaptados e assimilados. nike, adidas gap...
- maneira antropoêmica: banindo-os dos limites do mundo modelo e impedindo a sua comunicação . a mídia entra aí para mostrá-los com um viés policial, de banditagem e pouco humanístico ou até mesmo absurdo - vide costumes indígenas. segundo a série ser ou não ser, do fantástico, o focault também fala disso. diz que excluímos os estranhos para eles não influenciarem outras pessoas na busca da ordem.
desenvolvendo este raciocínio, a polícia também é um agente de sustentação de alienação. sustentação porque caça a diferença, o fora da ordem, e deixa livre quem com ela concorda. é só repressão? e a ordem? o que ela é?
enfim. a ordem, na verdade, não existe. nós a incorporamos. nós a incorporamos contudo ela nos controla. o sistema todo é algo assim: um vírus que não existe, mas que comanda tudo.até que ponto a ordem é-nos positiva. você teme ficar fora da ordem? imagina se amanhã o governo baixa uma emenda que te enquadram como um estranho. a partir de hoje, quem tem tatuagem será preso. resta a ti ser assimilado ou excluído?
- maneira antropofágica: aniquilá-los, devorá-los e regurgitá-los de volta, adaptados e assimilados. nike, adidas gap...
- maneira antropoêmica: banindo-os dos limites do mundo modelo e impedindo a sua comunicação . a mídia entra aí para mostrá-los com um viés policial, de banditagem e pouco humanístico ou até mesmo absurdo - vide costumes indígenas. segundo a série ser ou não ser, do fantástico, o focault também fala disso. diz que excluímos os estranhos para eles não influenciarem outras pessoas na busca da ordem.
desenvolvendo este raciocínio, a polícia também é um agente de sustentação de alienação. sustentação porque caça a diferença, o fora da ordem, e deixa livre quem com ela concorda. é só repressão? e a ordem? o que ela é?
enfim. a ordem, na verdade, não existe. nós a incorporamos. nós a incorporamos contudo ela nos controla. o sistema todo é algo assim: um vírus que não existe, mas que comanda tudo.até que ponto a ordem é-nos positiva. você teme ficar fora da ordem? imagina se amanhã o governo baixa uma emenda que te enquadram como um estranho. a partir de hoje, quem tem tatuagem será preso. resta a ti ser assimilado ou excluído?
fazendo um drama..
o peito aperta e a garganta falha ao tentar falar que não existe mais amor. (amor?)
cega ao resto dos fatores
presa numa pokebola dentro do seu bolso
tua voz.
apoiado em dois pilares: o amor
esse amor doentio, que machuca
e parece que quando mais dói, mais eu quero pra mim
esse amor suicida,
que abre mão do mundo por uma causa perdida.
cega ao resto dos fatores
presa numa pokebola dentro do seu bolso
tua voz.
apoiado em dois pilares: o amor
esse amor doentio, que machuca
e parece que quando mais dói, mais eu quero pra mim
esse amor suicida,
que abre mão do mundo por uma causa perdida.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
ninguém disse que ia ser tudo tão vago,
ninguém avisou que iríamos ficar todos desalertados, desprotegidos, tendo que lidar com dados insólitos, tendo que se virar com o que se tem, tendo que ser basicamente imediatistas.
imediatismos e impulsos que regram nossa rotina acabam fazendo dela qualquer coisa menos rotina. e se o inusual passar a ser o corriqueiro? e se a falta de foco, e se o desapego às metas, e se a incapacidade de planejar for, de fato, o esperado?
então tudo que nos resta são expectativas distantes, um não-sei-o-que-esperar-de-mim, uma falta de perspectivas a longo prazo que incomoda, e cutuca de leve, mas que não chega a doer, porque no final...
ninguém avisou que iríamos ficar todos desalertados, desprotegidos, tendo que lidar com dados insólitos, tendo que se virar com o que se tem, tendo que ser basicamente imediatistas.
imediatismos e impulsos que regram nossa rotina acabam fazendo dela qualquer coisa menos rotina. e se o inusual passar a ser o corriqueiro? e se a falta de foco, e se o desapego às metas, e se a incapacidade de planejar for, de fato, o esperado?
então tudo que nos resta são expectativas distantes, um não-sei-o-que-esperar-de-mim, uma falta de perspectivas a longo prazo que incomoda, e cutuca de leve, mas que não chega a doer, porque no final...
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
antes a noite clara de uma lua sincera do que o dia quente de um sol cruel. antes a frieza da luz pálida de uma lua minguante que persiste frágil num céu de breu; antes ainda a quietude do céu perante uma lua imponente.
antes a sincera frieza impotente de uma solidão quieta perante uma explosão de cruéis pensamentos avulsos de um sol escaldante. mais ainda - e antes mesmo de tudo - que isso convença e que baste.
antes a sincera frieza impotente de uma solidão quieta perante uma explosão de cruéis pensamentos avulsos de um sol escaldante. mais ainda - e antes mesmo de tudo - que isso convença e que baste.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
durmo com Neruda, decoro Buarque; defendo a beleza do incompreensível. tentativas de ludibriar-me, de transformar minha crueldade em mistério, em interesse. da natureza, da genética ou da psicologia..
mas a verdade é que preciso dos gritos, dos conflitos, da fragilidade compartilhada. preciso ler ao teu lado e te ouvir rindo das minhas pééérolas, sentir a indignação fervilhar teu sangue. me faz bem te ver cair na cozinha completamente suja do brigadeiro que eu não sei fazer. te quero humano, não genial.
ninguém consegue permanecer por muito tempo em meu inquieto pedestal. meu conhecimento é um pano, retalhado de releituras, o original cansa. tradicionalismo é uma palavra ruim e família é um grupo de pessoas que convivem. a nostalgia dos moralistas me faz rir,mas é um riso de incerteza.
mas a verdade é que preciso dos gritos, dos conflitos, da fragilidade compartilhada. preciso ler ao teu lado e te ouvir rindo das minhas pééérolas, sentir a indignação fervilhar teu sangue. me faz bem te ver cair na cozinha completamente suja do brigadeiro que eu não sei fazer. te quero humano, não genial.
ninguém consegue permanecer por muito tempo em meu inquieto pedestal. meu conhecimento é um pano, retalhado de releituras, o original cansa. tradicionalismo é uma palavra ruim e família é um grupo de pessoas que convivem. a nostalgia dos moralistas me faz rir,mas é um riso de incerteza.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
i-mundo
o homem privatizou a terra, o mar e o ar.
resta ainda o vácuo.
o resto (aquilo que não resta) é todo nosso.
se não tiver mais lugar pra mim nesse lugar,
vou morar no éter: eternamente.
resta ainda o vácuo.
o resto (aquilo que não resta) é todo nosso.
se não tiver mais lugar pra mim nesse lugar,
vou morar no éter: eternamente.
quando o medo de ousar
já não é mais problema,
não mais te impede de ser quem é
torna-te o mistério do planeta
que desvendo em doses ínfimas
para poupar o meu prazer:
perdurar até o fim dos tempos.
fico imerso.
descubro o segredo do universo
escrevo um poema sem sal
para adoçar um pouco o meu ego
(que sempre fora amargo)
quero mesmo te deixar sem reação.
te faço blefar: não importa.
tento sorte.
já não é mais problema,
não mais te impede de ser quem é
torna-te o mistério do planeta
que desvendo em doses ínfimas
para poupar o meu prazer:
perdurar até o fim dos tempos.
fico imerso.
descubro o segredo do universo
escrevo um poema sem sal
para adoçar um pouco o meu ego
(que sempre fora amargo)
quero mesmo te deixar sem reação.
te faço blefar: não importa.
tento sorte.
domingo, 14 de novembro de 2010
Vicky Cristina Barcelona estava assistindo, e achando o filme uma chatice. mas falar mal do Woody Allen é blasfêmia.eis que, lá pela metade da projeção, aparece a Penelope Cruz. ia escrever só isso. masé que a partir do momento em que a espanhola entra em cena o filme começa a ficar bom! começa a ficar mais Woody Allen. Maria Elena, a maluca com tendências suicidas interpretada por Penelope, é uma personagem tipicamente woodyalleniana. impressionante como o velho nova-iorquino faz filmes tão parecidos e a gente não cansa, continua gostando igual. Vicky Cristina Barcelona saiu de Manhattan, a trilha sonora não é jazz, Woody Allen não atua, mas mesmo assim o filme tem a marca registrada de seu autor, aquilo que chamamos estilo, e que alguém classificou como a arte de plagiar a si próprio.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
durante a queda, procurou algo em que pudesse se agarrar. era necessário agarrar-se a qualquer coisa, numa tentativa de salvar-se. mas os olhos estavam inebriados pela sensação de ver mil coisas ao redor de forma completamente inesperada, a queda proporcionava-lhe uma sensação de liberdade e vivacidade surpreendentemente atraentes. tinha que se segurar, mas preferia continuar caindo...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
sshhhh
impedida de gritar
pela lei do silêncio
prende o peito.
como um nó de gravata
que aperta. asfixia quem
sempre calado, emudecido
não aprendeu a desatar
ainda…
o nó da garganta.
pela lei do silêncio
prende o peito.
como um nó de gravata
que aperta. asfixia quem
sempre calado, emudecido
não aprendeu a desatar
ainda…
o nó da garganta.
"vamos dividir
os sonhos que podem transformar o rumo da história
vem logo
que o tempo voa como eu"
-MariaGadu
vem logo
que o tempo voa como eu"
-MariaGadu
domingo, 7 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Diga, Brecht.
"pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural. nada deve parecer impossível de mudar."
nunca mais
há exatos 35 anos, no dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog era assassinado pela ditadura militar.
nascido na cidade de Osijek em 1937 na Iugoslávia, atual Croácia, ele era filho de um casal judeu que, a fim de fugir do estado controlado pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão, migrou para o Brasil, na década de 1940. mal sabia o casal que seu filho seria perseguido por uma outra ditadura no país latino-americano.
foi nesse período que passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil, embarcando no Partido Comunista Brasileiro. tudo aconteceu muito rápido. no dia 24 de outubro de 1975, então diretor do departamento de jornalismo da TV Cultural, o jornalista foi convocado para prestar um depoimento sobre as suas ligações com o Partidão. no dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. segundo os jornalistas George Estrada e Rodolfo Konder que foram presos com ele, o depoimento era dado por meio de uma sessão de tortura.
dia 25, foi encontrado “enforcado” . Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo na época, tenha sido o suicídio, há extremo consenso de que a morte resultou da tortura.
para nunca mais se esquecer. para lembrar esse fato tão marcante, e que praticamente começou o processo internacional pelos direitos humanos na América Latina.
nascido na cidade de Osijek em 1937 na Iugoslávia, atual Croácia, ele era filho de um casal judeu que, a fim de fugir do estado controlado pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão, migrou para o Brasil, na década de 1940. mal sabia o casal que seu filho seria perseguido por uma outra ditadura no país latino-americano.
foi nesse período que passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil, embarcando no Partido Comunista Brasileiro. tudo aconteceu muito rápido. no dia 24 de outubro de 1975, então diretor do departamento de jornalismo da TV Cultural, o jornalista foi convocado para prestar um depoimento sobre as suas ligações com o Partidão. no dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. segundo os jornalistas George Estrada e Rodolfo Konder que foram presos com ele, o depoimento era dado por meio de uma sessão de tortura.
dia 25, foi encontrado “enforcado” . Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo na época, tenha sido o suicídio, há extremo consenso de que a morte resultou da tortura.
para nunca mais se esquecer. para lembrar esse fato tão marcante, e que praticamente começou o processo internacional pelos direitos humanos na América Latina.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sem frescuras
fresca é a temperatura.
alguma sina tua.
mania de não aventuras...
qualquer descompromisso
queremos pra viver sentidos pra arriscar.
fugir de que?
viva antes que tudo se exploda!
alguma sina tua.
mania de não aventuras...
qualquer descompromisso
queremos pra viver sentidos pra arriscar.
fugir de que?
viva antes que tudo se exploda!
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
outubro
tua vóz.
com a inaptidão dos que não aprenderam.
encaro tuas mãos
na minha mão.
teus segredos à noite
não são confições
mas ninguém mais nos escuta.
que ninguem nos escute.
por ora
isso nos basta.
[o repuxo do mar não tem esquinas.]
tantos desencontros.
e de tudo isso
a travessia rápida precede o nada.
com a inaptidão dos que não aprenderam.
encaro tuas mãos
na minha mão.
teus segredos à noite
não são confições
mas ninguém mais nos escuta.
que ninguem nos escute.
por ora
isso nos basta.
[o repuxo do mar não tem esquinas.]
tantos desencontros.
e de tudo isso
a travessia rápida precede o nada.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Saramago
oculta consciência de não ser,
ou de ser num estar que me transcende,
numa rede de presenças e ausências,
numa fuga para o ponto de partida:
um perto que é tão longe, um longe aqui.
uma ânsia de estar e de temer
a semente que de ser se surpreende,
as pedras que repetem as cadências
da onda sempre nova e repetida
que neste espaço curvo vem de ti.
(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)
ou de ser num estar que me transcende,
numa rede de presenças e ausências,
numa fuga para o ponto de partida:
um perto que é tão longe, um longe aqui.
uma ânsia de estar e de temer
a semente que de ser se surpreende,
as pedras que repetem as cadências
da onda sempre nova e repetida
que neste espaço curvo vem de ti.
(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
amigos,verdades e álcool.
não quero julgar ninguém. mas não posso negar que algumas pessoas escolhem viver. digo viver sabendo que esta é uma condição humana e que todos que respiram vivem. o que quero acentuar é que apenas alguns sabem viver.
buscar a felicidade tentando matar a solidão e assim se afundar em falsos amores que nada tem de amores. beber querendo matar em si a ansiedade de não aguentar o seu próprio ser. ou ainda pior, não beber!
tenho a sorte de compartilhar minha existência com seres que considero especiais, enxergam a vida nas pequenas relações cotidianas. procuram o amor mesmo numa atitude irrelevante.
optam por ver a vida contemplada em todas as situações. vidas. com amor e álcool. não dissertarei aqui sobre o que penso do álcool, dos que o consomem ou não. apenas afirmo que um bêbedo sabe amar.
buscar a felicidade tentando matar a solidão e assim se afundar em falsos amores que nada tem de amores. beber querendo matar em si a ansiedade de não aguentar o seu próprio ser. ou ainda pior, não beber!
tenho a sorte de compartilhar minha existência com seres que considero especiais, enxergam a vida nas pequenas relações cotidianas. procuram o amor mesmo numa atitude irrelevante.
optam por ver a vida contemplada em todas as situações. vidas. com amor e álcool. não dissertarei aqui sobre o que penso do álcool, dos que o consomem ou não. apenas afirmo que um bêbedo sabe amar.
provavelmente.
não. certamente sou destoante nos meios em que a vida me conduz viver. foda-se. alguns me merecem. eu... mereço poucos.
domingo, 3 de outubro de 2010
o poder
cheguei. chegamos, vinhamos saltitando e cantando,
e saltitando e cantando, nunca fatigados e tristes, vinhamos.
-o poder: gabi, marcos, claudiomar, o poder da noite de ontem.
e saltitando e cantando, nunca fatigados e tristes, vinhamos.
-o poder: gabi, marcos, claudiomar, o poder da noite de ontem.
sábado, 2 de outubro de 2010
tendo isso em vista
EU LHES PROPONHO
a criação
de um PRINCIPADO MÁGICO
CONTRA
o estado democrático autoritário!
a criação
de um PRINCIPADO MÁGICO
CONTRA
o estado democrático autoritário!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
X
Espelha a incógnita procurada
E terás a resposta:
Difusa dualidade ambígua
De humor-senoide, emoção-latente
Que do olhar de serpente
Em anjo se transforma.
Mas que segredos tua alma encerra?
Serão os gritos que teu corpo cerra
Ou será a cíclica morte semi-eterna?
Erras.
Oh, imunda dúvida, fala!
Que dizer dessa flor-de-mortalha?
Natália!
Marcos Frata Rihl
E terás a resposta:
Difusa dualidade ambígua
De humor-senoide, emoção-latente
Que do olhar de serpente
Em anjo se transforma.
Mas que segredos tua alma encerra?
Serão os gritos que teu corpo cerra
Ou será a cíclica morte semi-eterna?
Erras.
Oh, imunda dúvida, fala!
Que dizer dessa flor-de-mortalha?
Natália!
Marcos Frata Rihl
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
"a carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações.se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. mas se não der certo, console-se. criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático. alguma recompensa há de ter."
botium
poesia é só evidência de vida
se sua vida está queimando bem
a poesia é só a cinza.
[tradução livre de um trecho do leonard cohen]
se sua vida está queimando bem
a poesia é só a cinza.
[tradução livre de um trecho do leonard cohen]
sábado, 18 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
eu não sou poeta
assim como um dono de boteco
não é um capitalista
eu não sou poesia
porque regrar as idéias
para ser entendido
me tornaria um idiota
desses que compreendem poesia
e não vivem seus próprios versos
não é um capitalista
eu não sou poesia
porque regrar as idéias
para ser entendido
me tornaria um idiota
desses que compreendem poesia
e não vivem seus próprios versos
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
o mundo da 7ª arte [vulgo meu] perdeu ontem, o cineasta Claude Chabrol, um dos fundadores do movimento de renovação do cinema francês.
a temática de seus filmes costuma girar em torno da crítica sutil e bem-humorada à classe burguesa de seu país. entre seus filmes essenciais estão Madame Bovary e Negócios à Parte. que são os unicos que vi até hoje!
a temática de seus filmes costuma girar em torno da crítica sutil e bem-humorada à classe burguesa de seu país. entre seus filmes essenciais estão Madame Bovary e Negócios à Parte. que são os unicos que vi até hoje!
melhor do que não ter escolha...
são as consequências das nossas escolhas. o ato de escolher algo te obriga, necessariamente a negar outra. realmente vale a pena abrir mão?. você nunca vai saber com certeza se valeu a pena descartar a outra possibilidade. caso você seja um kamikaze, veja bem meu bem, antes de jogar tudo pro alto, há muito risco [nessa] a essa altitude [atitude]. escolhas demandam um preço a ser pago.
...pior do que não ter escolhas, é não saber escolher.
...pior do que não ter escolhas, é não saber escolher.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pois Zé
'se eu te pudesse dizer o que nunca te direi,
tu terias que entender
aquilo que nem eu sei'
-Fernando pessoa
tu terias que entender
aquilo que nem eu sei'
-Fernando pessoa
se fosse apenas questão de alívio, mas essa náusea do mundo tem muito pouco de francesa.
como será vomitar na beira de um abismo? ou simplesmente diante da faixa
amarela da linha do metrô?
armaduras não são feitas em tamanhos tão pequenos e escudos ainda permitem exagerada vulnerabilidade.
a cegueira tampouco protege do inevitável.
e todos os passos, menos os meus, conduzem à ilha de manhattan.
como será vomitar na beira de um abismo? ou simplesmente diante da faixa
amarela da linha do metrô?
armaduras não são feitas em tamanhos tão pequenos e escudos ainda permitem exagerada vulnerabilidade.
a cegueira tampouco protege do inevitável.
e todos os passos, menos os meus, conduzem à ilha de manhattan.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
título é o caralho
sou um amante devoto das minhas convicções.
sou um escravo incansável de minhas obsessões.
mas acima de tudo, me reservo o permanente direito de mudar de idéia.
sou um escravo incansável de minhas obsessões.
mas acima de tudo, me reservo o permanente direito de mudar de idéia.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
mumu
sábado, 28 de agosto de 2010
ae dúvida
será que estou fazendo a coisa certa? quanto mais sei que sim, acho que não e quanto mais penso que não, sinto que sim.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
e cala.
não sou nada.
nunca serei nada.
não posso querer ser nada.
à parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
arre, estou farto de semideuses!
onde é que há gente no mundo?
então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
não me falem de moral!
tirem-me daqui a metafísica!
das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
queriam-me casado, fútil, cotidiano e tributável?
queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
assim, como sou, tenham paciência!
vão para o diabo sem mim,
ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
para que havemos de ir juntos?
... cala.
o mais é nada.
aos homens mais fantásticos que conheci esse ano: Marcos e Altair. nessa ordem.
nunca serei nada.
não posso querer ser nada.
à parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
arre, estou farto de semideuses!
onde é que há gente no mundo?
então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
não me falem de moral!
tirem-me daqui a metafísica!
das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
queriam-me casado, fútil, cotidiano e tributável?
queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
assim, como sou, tenham paciência!
vão para o diabo sem mim,
ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
para que havemos de ir juntos?
... cala.
o mais é nada.
aos homens mais fantásticos que conheci esse ano: Marcos e Altair. nessa ordem.
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