... não são verdades inteiras.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
?
do you have the time to listen to me whine?
about nothing and everything all at once.
i am one of those,
melodramatic fools,
neurotic to the bone.
no doubt about It.
sometimes I give myself the creeps.
sometimes my mind plays tricks on me.
it all keeps adding up.
i think I'm cracking up.
am I just paranoid?
about nothing and everything all at once.
i am one of those,
melodramatic fools,
neurotic to the bone.
no doubt about It.
sometimes I give myself the creeps.
sometimes my mind plays tricks on me.
it all keeps adding up.
i think I'm cracking up.
am I just paranoid?
por inteiro
de mentiras convincentes não me ganha, e de verdades imprecisas estou cheia.
em meia hora não quero ouvir meias palavras. quero as frases inteiras, com os verbos no presente.
não quero mais o saudosismo dos tempos inexistentes; eu não quero mais a ambição por tempos futuros. quero agora, em meia hora, teus sentimentos confessados em orações completas.
de verdades enganosas a mentiras bem contadas ergueram-se muros tão sólidos quanto meu castelo de cartas. em meia hora eu quero tudo por inteiro. inclusive o tempo.
em meia hora não quero ouvir meias palavras. quero as frases inteiras, com os verbos no presente.
não quero mais o saudosismo dos tempos inexistentes; eu não quero mais a ambição por tempos futuros. quero agora, em meia hora, teus sentimentos confessados em orações completas.
de verdades enganosas a mentiras bem contadas ergueram-se muros tão sólidos quanto meu castelo de cartas. em meia hora eu quero tudo por inteiro. inclusive o tempo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
temática
um brinde à sinceridade! só os sinceros vivem o que de fato são. ou o que acham que são. ou o que, apenas, são. verbo intransitivo. aí reside a real sinceridade: a para consigo mesmo. criar a nossa verdade é, sobretudo, vivê-la. uma verdade cética - não premeditada, roteirizada, dirigida a quem possa ouví-la: uma verdade sentida.
you understand?
passa. assim como tudo, passa.
eu só precisava mesmo saber o que tudo isso significa. ou não significa?
mais uma das sessões confusões-que-faço-e-só-eu-entendo.
entendo??
eu só precisava mesmo saber o que tudo isso significa. ou não significa?
mais uma das sessões confusões-que-faço-e-só-eu-entendo.
entendo??
sábado, 19 de junho de 2010
A humanidade perde um humanista
Saramago esteve em Porto Alegre em 1999. na ocasião, afirmou em palestra que não era necessário que nos amássemos, mas sim que nos respeitássemos. único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel, Saramago enfrentou o desrespeito de quem não o tomava a sério. esse tipo de fechamento para o outro comprova que a cortina das convicções políticas continuam a dividir, a impedir o diálogo, a promover intolerância e ignorância.antes de socialista, Saramago era um humanista. condenou a repressão e o autoritarismo de regimes de esquerda, enfrentou o exílio defendendo a liberdade de (des)crença. “Não sou um pessimista, o mundo que é péssimo”, disse, lamentando a miséria humana, a exploração do homem pelo homem, o raciocínio unidimensional. era avesso ao tecnicismo e à tecnologia que embrutece – não cogitava utilizar ebooks porque não se imaginava derramando lágrimas sobre um visor eletrônico.
é verdade que seus livros, mais das vezes, se apresentam como parábolas. os personagens existem em função de algo maior, de uma “moral da história”. Saramago quer oferecer respostas, e isso incomoda os defensores da arte pela arte, da finalidade sem fim. o escritor português não renegava a história, não descolava a arte do mundano, não se catapultava à descompromissada esfera do belo.
seu talento, entretanto, passou longe de ser despercebido. Saramago morreu com os ouvidos treinados no aplauso. foi lido como poucos grandes escritores contemporâneos.
despediu-se com o belo e singelo "A viagem do elefante" e o polêmico "Caim". com o corajoso O Evangelho segundo Jesus Cristo, fez com que o braço da Literatura estremecesse instituições e abalasse convicções.
dentre os livros que tive o prazer de ler, é o que apresenta personagens mais carismáticos e tridimensionais, é onde a prosa do escritor reencontra a sensibilidade da poesia que marcou sua infância literária.
hoje morreu um maestro da linguagem que ergueu a bandeira do humanismo mesmo sob a tempestade que lhe tentou em contrário, mesmo contra a desilusão e o esvaziamento das utopias, mesmo apesar da humanidade. hoje, ler as páginas de que viveu o escritor. é a melhor retribuição possível. é assim que o manteremos vivo.
hoje morreu um maestro da linguagem que ergueu a bandeira do humanismo mesmo sob a tempestade que lhe tentou em contrário, mesmo contra a desilusão e o esvaziamento das utopias, mesmo apesar da humanidade. hoje, ler as páginas de que viveu o escritor. é a melhor retribuição possível. é assim que o manteremos vivo.
domingo, 13 de junho de 2010
eu nao disse isso, idiota.
incrível a capacidade que as pessoas tem de distorcer o que eu digo... você reclama que eu falo demais e não digo nada, eu tenho medo desse silêncio que você tanto admira.
minha necessidade não é de falar, é de ser ouvida.
minha necessidade não é de falar, é de ser ouvida.
[im]preciso
...falando de coisas que eu entendo e entendendo das coisas que eu falo
a realidade é tudo que há de sobrenatural.
sensibilidade-própria de quem encara a vida sob outra ótica
é estar acordado enquanto os outros dormem...
se o inverso de ser feliz é a certeza de saber que nem sempre temos o que queremos.
então foda-se essa tal felicidade.
a realidade é tudo que há de sobrenatural.
sensibilidade-própria de quem encara a vida sob outra ótica
é estar acordado enquanto os outros dormem...
se o inverso de ser feliz é a certeza de saber que nem sempre temos o que queremos.
então foda-se essa tal felicidade.
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