quando as vezes seguir um curso certo exije uma ação de pirataria...a própria pirataria passa a ser o curso certo.
Piratas Do Caribe, Gore Verbinski-
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
também é o meu preferido.
procuro despir-me do que aprendi
procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
desembrulhar-me e ser eu...
Alberto Caeiro
procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
desembrulhar-me e ser eu...
Alberto Caeiro
sábado, 25 de dezembro de 2010
e quando a hora vier...
e quando vier a hora do arrependimento
direi que vá embora
basta de arrependimentos
e de melancolias antes de pegar no sono
não me agradam os sentimentos soturnos
e aqueles que dominam a razão quando não estou a vigiando
chega de querer voltar para trás
também não quero saber de futuro
não quero saber de horas
por mim que as horas cheias queimem
e sobrevivam somente aquelas vivas
de números iguais, em pares agradáveis
12:12
dez e dez
números elegantes que me façam pensar
que minha cama não é habitada só por mim.
direi que vá embora
basta de arrependimentos
e de melancolias antes de pegar no sono
não me agradam os sentimentos soturnos
e aqueles que dominam a razão quando não estou a vigiando
chega de querer voltar para trás
também não quero saber de futuro
não quero saber de horas
por mim que as horas cheias queimem
e sobrevivam somente aquelas vivas
de números iguais, em pares agradáveis
12:12
dez e dez
números elegantes que me façam pensar
que minha cama não é habitada só por mim.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
mente avulsa
estava dormindo e quando acordei estava aqui, neste mundo, de escolhas, de decisões duras, rápidas e frias. sem se dar conta do que é viver, mas tendo que o fazer, tendo que sobreviver. derramado em um mundo de leis e de conflitos constantes. algumas perguntas sempre ficam sem respostas, mesmo.
essa coisa de viver é foda, você lembra pouco de tudo que precisa ser lembrado.
e eu me perdi nos detalhes, não sei qual é mais a minha razão. a minha cabeça não está aqui, mas também não sei por onde ela anda, o que ela faz, com que ela sonha. vou continuar com meus sinais internos, que não me mostram nenhum caminho, mas que me fazem continuar. eu só quero que os próximos dias passem.
um dia vamos conversar, sentados no chão, (eu) dizendo o quanto sempre te (?), até quando não acreditei.
essa coisa de viver é foda, você lembra pouco de tudo que precisa ser lembrado.
e eu me perdi nos detalhes, não sei qual é mais a minha razão. a minha cabeça não está aqui, mas também não sei por onde ela anda, o que ela faz, com que ela sonha. vou continuar com meus sinais internos, que não me mostram nenhum caminho, mas que me fazem continuar. eu só quero que os próximos dias passem.
um dia vamos conversar, sentados no chão, (eu) dizendo o quanto sempre te (?), até quando não acreditei.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
meus lábios grudados, mesmo tendo bebido tudo aquilo noite passada. tento abrir a boca para falar, gritar: consigo finalmente, com força, romper o lacre, arrebentar os pontos. sinto o gosto de sangue, o sal do líquido viscoso que agora escorre como se fosse um rio. -a boca não está mais seca.
lenvanto da cama e vou a frente do espelho. encaro meus olhos, sem cor. quando foi que a perdi? o vazio dessa vida tomou-me a alma. lembro da noite passada - ou daqueles anos todos - não sinto.
lenvanto da cama e vou a frente do espelho. encaro meus olhos, sem cor. quando foi que a perdi? o vazio dessa vida tomou-me a alma. lembro da noite passada - ou daqueles anos todos - não sinto.
(in)completo.
entre o álcool , amigos e cigarros me sinto sozinha. tenho disso às vezes. vejo todo mundo comemorando a vida e penso que nunca mais vou conseguir ficar plena. plenitude, segundo o dicionário: o que está completo.
completo: auto-suficiente.
dizem que a maior plenitude está na solidão.
completo: auto-suficiente.
dizem que a maior plenitude está na solidão.
o tempo externo atropela e exige. o tempo interno se arrasta e tropeça. passado e presente se tornam, na mente, uma única plataforma regida pelo caos.
passado e presente se superpõem, velhas experiências se refazem como novas e então: acabam. o tempo mistura, uma memória onde você nunca encontra exatamente o que procura.
passado e presente se superpõem, velhas experiências se refazem como novas e então: acabam. o tempo mistura, uma memória onde você nunca encontra exatamente o que procura.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
hã?
levo olhos tamanho-mundo, ânsia de caminhos, noites aqui, rumor de passos e prosas, porque andando e falando se chega, chegou-se. chuva de risos, alegria de um povo, voo de notas que dançam sem saber, verbos quase-confidências, quase-carícias, saboreados sem pressa, sem mais, saboreados, apenas. ali no espaço da cidade, entre as ruas modestas da península, eternas de tanta tranquilidade, tanta folha que voa pelas calçadas, tanto ano soprado entre os braços, ali onde o a noite me encontra...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
imediatamente as vozes se calaram, todas. ficaram as lembranças, o sorriso inebriante nas manhãs de domingo, as conversas, todas elas. ficaram a verdade e a compreensão. os pequenos detalhes imortalizados pela importância que terão para sempre. sempre haverá uma tentativa de crescimento. compartilhar suas maiores virtudes, medos, vontades, alegrias. compartilhar o sexo, o gosto, o cheiro. compartilhar o amor,que se multiplica - e, como quase tudo na vida, se transforma. -
fuck the summer
pois é, não dá mais para me enganar, passei da fase de culpar minhas roupas. a culpa é dessa estação maldita que impede as pessoas de se vestirem bem.
e sempre tem um infeliz que vem com a frase clássica “se anima! é verão!”. como alguém espera que eu fique de bom humor, com esse calor?! espero que essa estação passe de uma vez...
e sempre tem um infeliz que vem com a frase clássica “se anima! é verão!”. como alguém espera que eu fique de bom humor, com esse calor?! espero que essa estação passe de uma vez...
alguma vez você já confundiu um sonho com a vida? ou roubou algo quando você tem o dinheiro? você já foi azul? ou pensou que o trem andava quando ele estava parado? talvez eu fosse louca mesmo. talvez tenha sido a década de 60. ou talvez eu era apenas uma garota... interrompida.
girl... interrupted.
girl... interrupted.
domingo, 5 de dezembro de 2010
eu quero é o ensaio das palavras não ditas. quero disfarces de palavras, porque são elas que nos ajudam a construir o que livros e filmes ensinam.
não me entendam mal, não quero mentiras. quero sim os bastidores da vida. sentir aquilo que não se diz como se alguém tivesse dito. quero o enredo todo, bem coordenado, com os personagens certos sempre ali, sabendo e querendo o mesmo que eu.
não me entendam mal, não quero mentiras. quero sim os bastidores da vida. sentir aquilo que não se diz como se alguém tivesse dito. quero o enredo todo, bem coordenado, com os personagens certos sempre ali, sabendo e querendo o mesmo que eu.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
zigmunt bauman é um teórico que diz que a nossa sociedade se divide entre os estranhos e os incluídos. incluídos somos nós, classe média compactuante com o sistema, que paga imposto, vai para a faculdade, shopping, praia etc. excluídos são todos aqueles que não seguem a ordem - e fogem à regra. os loucos, diferentes, os que moram em favelas, os índios etc. a sociedade, em busca da ordem, tem duas maneiras de lidar com os estranhos:
- maneira antropofágica: aniquilá-los, devorá-los e regurgitá-los de volta, adaptados e assimilados. nike, adidas gap...
- maneira antropoêmica: banindo-os dos limites do mundo modelo e impedindo a sua comunicação . a mídia entra aí para mostrá-los com um viés policial, de banditagem e pouco humanístico ou até mesmo absurdo - vide costumes indígenas. segundo a série ser ou não ser, do fantástico, o focault também fala disso. diz que excluímos os estranhos para eles não influenciarem outras pessoas na busca da ordem.
desenvolvendo este raciocínio, a polícia também é um agente de sustentação de alienação. sustentação porque caça a diferença, o fora da ordem, e deixa livre quem com ela concorda. é só repressão? e a ordem? o que ela é?
enfim. a ordem, na verdade, não existe. nós a incorporamos. nós a incorporamos contudo ela nos controla. o sistema todo é algo assim: um vírus que não existe, mas que comanda tudo.até que ponto a ordem é-nos positiva. você teme ficar fora da ordem? imagina se amanhã o governo baixa uma emenda que te enquadram como um estranho. a partir de hoje, quem tem tatuagem será preso. resta a ti ser assimilado ou excluído?
- maneira antropofágica: aniquilá-los, devorá-los e regurgitá-los de volta, adaptados e assimilados. nike, adidas gap...
- maneira antropoêmica: banindo-os dos limites do mundo modelo e impedindo a sua comunicação . a mídia entra aí para mostrá-los com um viés policial, de banditagem e pouco humanístico ou até mesmo absurdo - vide costumes indígenas. segundo a série ser ou não ser, do fantástico, o focault também fala disso. diz que excluímos os estranhos para eles não influenciarem outras pessoas na busca da ordem.
desenvolvendo este raciocínio, a polícia também é um agente de sustentação de alienação. sustentação porque caça a diferença, o fora da ordem, e deixa livre quem com ela concorda. é só repressão? e a ordem? o que ela é?
enfim. a ordem, na verdade, não existe. nós a incorporamos. nós a incorporamos contudo ela nos controla. o sistema todo é algo assim: um vírus que não existe, mas que comanda tudo.até que ponto a ordem é-nos positiva. você teme ficar fora da ordem? imagina se amanhã o governo baixa uma emenda que te enquadram como um estranho. a partir de hoje, quem tem tatuagem será preso. resta a ti ser assimilado ou excluído?
fazendo um drama..
o peito aperta e a garganta falha ao tentar falar que não existe mais amor. (amor?)
cega ao resto dos fatores
presa numa pokebola dentro do seu bolso
tua voz.
apoiado em dois pilares: o amor
esse amor doentio, que machuca
e parece que quando mais dói, mais eu quero pra mim
esse amor suicida,
que abre mão do mundo por uma causa perdida.
cega ao resto dos fatores
presa numa pokebola dentro do seu bolso
tua voz.
apoiado em dois pilares: o amor
esse amor doentio, que machuca
e parece que quando mais dói, mais eu quero pra mim
esse amor suicida,
que abre mão do mundo por uma causa perdida.
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