domingo, 31 de outubro de 2010
Diga, Brecht.
"pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural. nada deve parecer impossível de mudar."
nunca mais
há exatos 35 anos, no dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog era assassinado pela ditadura militar.
nascido na cidade de Osijek em 1937 na Iugoslávia, atual Croácia, ele era filho de um casal judeu que, a fim de fugir do estado controlado pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão, migrou para o Brasil, na década de 1940. mal sabia o casal que seu filho seria perseguido por uma outra ditadura no país latino-americano.
foi nesse período que passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil, embarcando no Partido Comunista Brasileiro. tudo aconteceu muito rápido. no dia 24 de outubro de 1975, então diretor do departamento de jornalismo da TV Cultural, o jornalista foi convocado para prestar um depoimento sobre as suas ligações com o Partidão. no dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. segundo os jornalistas George Estrada e Rodolfo Konder que foram presos com ele, o depoimento era dado por meio de uma sessão de tortura.
dia 25, foi encontrado “enforcado” . Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo na época, tenha sido o suicídio, há extremo consenso de que a morte resultou da tortura.
para nunca mais se esquecer. para lembrar esse fato tão marcante, e que praticamente começou o processo internacional pelos direitos humanos na América Latina.
nascido na cidade de Osijek em 1937 na Iugoslávia, atual Croácia, ele era filho de um casal judeu que, a fim de fugir do estado controlado pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão, migrou para o Brasil, na década de 1940. mal sabia o casal que seu filho seria perseguido por uma outra ditadura no país latino-americano.
foi nesse período que passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil, embarcando no Partido Comunista Brasileiro. tudo aconteceu muito rápido. no dia 24 de outubro de 1975, então diretor do departamento de jornalismo da TV Cultural, o jornalista foi convocado para prestar um depoimento sobre as suas ligações com o Partidão. no dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. segundo os jornalistas George Estrada e Rodolfo Konder que foram presos com ele, o depoimento era dado por meio de uma sessão de tortura.
dia 25, foi encontrado “enforcado” . Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo na época, tenha sido o suicídio, há extremo consenso de que a morte resultou da tortura.
para nunca mais se esquecer. para lembrar esse fato tão marcante, e que praticamente começou o processo internacional pelos direitos humanos na América Latina.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sem frescuras
fresca é a temperatura.
alguma sina tua.
mania de não aventuras...
qualquer descompromisso
queremos pra viver sentidos pra arriscar.
fugir de que?
viva antes que tudo se exploda!
alguma sina tua.
mania de não aventuras...
qualquer descompromisso
queremos pra viver sentidos pra arriscar.
fugir de que?
viva antes que tudo se exploda!
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
outubro
tua vóz.
com a inaptidão dos que não aprenderam.
encaro tuas mãos
na minha mão.
teus segredos à noite
não são confições
mas ninguém mais nos escuta.
que ninguem nos escute.
por ora
isso nos basta.
[o repuxo do mar não tem esquinas.]
tantos desencontros.
e de tudo isso
a travessia rápida precede o nada.
com a inaptidão dos que não aprenderam.
encaro tuas mãos
na minha mão.
teus segredos à noite
não são confições
mas ninguém mais nos escuta.
que ninguem nos escute.
por ora
isso nos basta.
[o repuxo do mar não tem esquinas.]
tantos desencontros.
e de tudo isso
a travessia rápida precede o nada.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Saramago
oculta consciência de não ser,
ou de ser num estar que me transcende,
numa rede de presenças e ausências,
numa fuga para o ponto de partida:
um perto que é tão longe, um longe aqui.
uma ânsia de estar e de temer
a semente que de ser se surpreende,
as pedras que repetem as cadências
da onda sempre nova e repetida
que neste espaço curvo vem de ti.
(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)
ou de ser num estar que me transcende,
numa rede de presenças e ausências,
numa fuga para o ponto de partida:
um perto que é tão longe, um longe aqui.
uma ânsia de estar e de temer
a semente que de ser se surpreende,
as pedras que repetem as cadências
da onda sempre nova e repetida
que neste espaço curvo vem de ti.
(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
amigos,verdades e álcool.
não quero julgar ninguém. mas não posso negar que algumas pessoas escolhem viver. digo viver sabendo que esta é uma condição humana e que todos que respiram vivem. o que quero acentuar é que apenas alguns sabem viver.
buscar a felicidade tentando matar a solidão e assim se afundar em falsos amores que nada tem de amores. beber querendo matar em si a ansiedade de não aguentar o seu próprio ser. ou ainda pior, não beber!
tenho a sorte de compartilhar minha existência com seres que considero especiais, enxergam a vida nas pequenas relações cotidianas. procuram o amor mesmo numa atitude irrelevante.
optam por ver a vida contemplada em todas as situações. vidas. com amor e álcool. não dissertarei aqui sobre o que penso do álcool, dos que o consomem ou não. apenas afirmo que um bêbedo sabe amar.
buscar a felicidade tentando matar a solidão e assim se afundar em falsos amores que nada tem de amores. beber querendo matar em si a ansiedade de não aguentar o seu próprio ser. ou ainda pior, não beber!
tenho a sorte de compartilhar minha existência com seres que considero especiais, enxergam a vida nas pequenas relações cotidianas. procuram o amor mesmo numa atitude irrelevante.
optam por ver a vida contemplada em todas as situações. vidas. com amor e álcool. não dissertarei aqui sobre o que penso do álcool, dos que o consomem ou não. apenas afirmo que um bêbedo sabe amar.
provavelmente.
não. certamente sou destoante nos meios em que a vida me conduz viver. foda-se. alguns me merecem. eu... mereço poucos.
domingo, 3 de outubro de 2010
o poder
cheguei. chegamos, vinhamos saltitando e cantando,
e saltitando e cantando, nunca fatigados e tristes, vinhamos.
-o poder: gabi, marcos, claudiomar, o poder da noite de ontem.
e saltitando e cantando, nunca fatigados e tristes, vinhamos.
-o poder: gabi, marcos, claudiomar, o poder da noite de ontem.
sábado, 2 de outubro de 2010
tendo isso em vista
EU LHES PROPONHO
a criação
de um PRINCIPADO MÁGICO
CONTRA
o estado democrático autoritário!
a criação
de um PRINCIPADO MÁGICO
CONTRA
o estado democrático autoritário!
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