há exatos 35 anos, no dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog era assassinado pela ditadura militar.
nascido na cidade de Osijek em 1937 na Iugoslávia, atual Croácia, ele era filho de um casal judeu que, a fim de fugir do estado controlado pelo fascismo italiano e pelo nazismo alemão, migrou para o Brasil, na década de 1940. mal sabia o casal que seu filho seria perseguido por uma outra ditadura no país latino-americano.
foi nesse período que passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil, embarcando no Partido Comunista Brasileiro. tudo aconteceu muito rápido. no dia 24 de outubro de 1975, então diretor do departamento de jornalismo da TV Cultural, o jornalista foi convocado para prestar um depoimento sobre as suas ligações com o Partidão. no dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. segundo os jornalistas George Estrada e Rodolfo Konder que foram presos com ele, o depoimento era dado por meio de uma sessão de tortura.
dia 25, foi encontrado “enforcado” . Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo na época, tenha sido o suicídio, há extremo consenso de que a morte resultou da tortura.
para nunca mais se esquecer. para lembrar esse fato tão marcante, e que praticamente começou o processo internacional pelos direitos humanos na América Latina.
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