terça-feira, 28 de junho de 2011

de tudo me sobraram receios e poucas certezas. mas o quão sólidas são elas, não sei. assim como não digo que ainda temo de verdade tudo que ficou comigo. tudo que eu deixei que ficasse aqui dentro. aqui nesse maldito lado de dentro.
e confesso que não quero saber dele tanto. sei bem o quanto perigoso é arranhar as paredes que construo. os muros sempre têm um propósito de existir, e os meus não são como os de berlim. são muros de proteção, não de separação. são as paredes da minha (in)segurança. aqui tem até arame farpado; vai que eu resolva que quero pular pro outro lado. ..
das certezas que me restam, creio em uma: serei forte.sempre e paradoxalmente forte.

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