quinta-feira, 24 de junho de 2010

por inteiro

de mentiras convincentes não me ganha, e de verdades imprecisas estou cheia.
em meia hora não quero ouvir meias palavras. quero as frases inteiras, com os verbos no presente.
não quero mais o saudosismo dos tempos inexistentes; eu não quero mais a ambição por tempos futuros. quero agora, em meia hora, teus sentimentos confessados em orações completas.
de verdades enganosas a mentiras bem contadas ergueram-se muros tão sólidos quanto meu castelo de cartas. em meia hora eu quero tudo por inteiro. inclusive o tempo.

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