durmo com Neruda, decoro Buarque; defendo a beleza do incompreensível. tentativas de ludibriar-me, de transformar minha crueldade em mistério, em interesse. da natureza, da genética ou da psicologia..
mas a verdade é que preciso dos gritos, dos conflitos, da fragilidade compartilhada. preciso ler ao teu lado e te ouvir rindo das minhas pééérolas, sentir a indignação fervilhar teu sangue. me faz bem te ver cair na cozinha completamente suja do brigadeiro que eu não sei fazer. te quero humano, não genial.
ninguém consegue permanecer por muito tempo em meu inquieto pedestal. meu conhecimento é um pano, retalhado de releituras, o original cansa. tradicionalismo é uma palavra ruim e família é um grupo de pessoas que convivem. a nostalgia dos moralistas me faz rir,mas é um riso de incerteza.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário