sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

oi. hiato criativo. escrever expressõezinhas em inglês é muito irritante e coisa de boys que fazem yázigi, eu também acho. mass, liguei o botãozinho do fluxo de consciência e das livres associações pra ver se eu alivio esse meu emaranhado de pensamentos bizarros (ossos do ócio...).
-me disseram que eu procuro espelhos, não pessoas. que tudo se resume a ego boost. tá. mas e aquela tiny little thing chamada alteridade? acho normal a gente procurar nossa identidade no outro. compreendermos o outro como diferente de nós, mas ainda assim nos reconhecermos nele. faz parte da nossa humanidade, da nossa natureza. as músicas que nos tocam especialmente são aquelas que de alguma forma conseguimos 'subsumir' à nossa realidade, fática ou psicológica, que seja. da mesma forma, pessoas que nos tocam são aquelas com as quais compartilhamos uma sensibilidade comum, impressões comuns, gostos afins, blablabla whiskas sachê. então nada mais normal do que eu tentar me enxergar nos olhos dos outros. obviamente que isso não é única e exclusivamente o que eu procuro no 'alter'. acredito, também, que as vezes as diferenças podem ser muito fascinantes e podem nos proporcionar aprendizados muito mais intensos do que apenas a concordância e afirmação mútuas. enfim, não sei bem pq eu comecei esse assunto, então, igualmente, não sei como finalizá-lo. até pq não é algo que está bem finalizado na minha mente. estou super aberta a mudar minhas convicções..
-, eu sou assim, meio excêntrica, meio camaleoa, meio intensa, meio cheia de vícios. às vezes eu penso que tinha que aplicar algo como regras da ABNT em mim e me tornar mais alinhada, polida, linear. naturalmente, pessoas muito normais , lineares e óbvias não atiçam muito meus sentidos, MAS, por outro lado, eu sinto uma certa admiração torta por pessoas que conseguem ser super controladas e, digamos assim, uníssonas. é uma admiração curiosa...- agora, por exemplo, é um momento em que eu queria segurar um pouco meus sentidos aguçados. queria conseguir controlá-los e não me deixar levar. queria poder racionalizar as situações. como diria CFA, finjo que não fantasio, mas fantasio, fantasio... .pelo menos to sentindo o sangue quente correndo pelas veias.
-me encontro agora em uma Atlântida tomada por raios e trovões. escrevo olhando para o mar e tomando um café. enquanto posso.
 aos meus amores: iguais e diferentes de mim.

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