segunda-feira, 11 de julho de 2011

sendo tão tempestade é quase impossível traduzir em ideias palpáveis esse buraco negro que carrego por dentro.

relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza. admiro a tentativa, Caio Fernando Abreu, mas me diz: dá pra fluir na correnteza quando você próprio é um mar em fúria? quando a conspiração desse universo te afoga? quando você tenta fincar raízes em um solo desconhecido e descobre que já é tão arborizado que não sobra espaço nem para o mirrado caule...
a gente tenta ser barquinho na correnteza todos os dias. e a gente também reza feito mantra: que seja doce. mas é amargo, querido Caio...

estou assim: barquinho naufragado na correnteza.
nenhum sobrevivente.

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