zigmunt bauman é um teórico que diz que a nossa sociedade se divide entre os estranhos e os incluídos. incluídos somos nós, classe média compactuante com o sistema, que paga imposto, vai para a faculdade, shopping, praia etc. excluídos são todos aqueles que não seguem a ordem - e fogem à regra. os loucos, diferentes, os que moram em favelas, os índios etc. a sociedade, em busca da ordem, tem duas maneiras de lidar com os estranhos:
- maneira antropofágica: aniquilá-los, devorá-los e regurgitá-los de volta, adaptados e assimilados. nike, adidas gap...
- maneira antropoêmica: banindo-os dos limites do mundo modelo e impedindo a sua comunicação . a mídia entra aí para mostrá-los com um viés policial, de banditagem e pouco humanístico ou até mesmo absurdo - vide costumes indígenas. segundo a série ser ou não ser, do fantástico, o focault também fala disso. diz que excluímos os estranhos para eles não influenciarem outras pessoas na busca da ordem.
desenvolvendo este raciocínio, a polícia também é um agente de sustentação de alienação. sustentação porque caça a diferença, o fora da ordem, e deixa livre quem com ela concorda. é só repressão? e a ordem? o que ela é?
enfim. a ordem, na verdade, não existe. nós a incorporamos. nós a incorporamos contudo ela nos controla. o sistema todo é algo assim: um vírus que não existe, mas que comanda tudo.até que ponto a ordem é-nos positiva. você teme ficar fora da ordem? imagina se amanhã o governo baixa uma emenda que te enquadram como um estranho. a partir de hoje, quem tem tatuagem será preso. resta a ti ser assimilado ou excluído?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário