meus lábios grudados, mesmo tendo bebido tudo aquilo noite passada. tento abrir a boca para falar, gritar: consigo finalmente, com força, romper o lacre, arrebentar os pontos. sinto o gosto de sangue, o sal do líquido viscoso que agora escorre como se fosse um rio. -a boca não está mais seca.
lenvanto da cama e vou a frente do espelho. encaro meus olhos, sem cor. quando foi que a perdi? o vazio dessa vida tomou-me a alma. lembro da noite passada - ou daqueles anos todos - não sinto.
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