“quem se enganja politicamente na atualidade deve ser haver não com as formas sagradas, mas com as novas técnicas. seu enganjamento deve ser o de injetar ‘valores’ nas formas emergentes. e, para fazê-lo, precisa analisar criticamente tais formas novas. as questões que os novos enganjados devem formular são pois, necessariamente técnicas, por exemplo: como é possível se alterarem feixes que irradiam imagens e dispersam a sociedade em indivíduos solitários e programados? tais questões técnicas se resumem em uma única: será desejável a dispersão atual da sociedade em indivíduos solitários, e, caso contrário, existem técnicas que permitam reunir os dispersados? a dispersão da sociedade, a dissipação de grupos em grãos, vai transformando a humanidade em massa aparentemente amorfa. “
(do livro “O universo das imagens técnicas – elogio da superficialidade”, de Vilém Flussser, p.67)
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