sexta-feira, 22 de abril de 2011

quereres.
quero a louca sanidade,
o fino da pobreza
e a mais profunda leveza.
quero abrir as portas da minha casa,
que é pra deixar entrar o mar.
pra lavar e levar o que já foi,
abrir fendas de ventura nas paredes,
subir à superfície e respirar,
depois voltar às profundezas abissais,
que são meu lugar,
meu abrigo e meu sossego.
esgueirar-me entre as sombras e os raios de sol,
sair à noite e ver a lua,
ir para sempre e sempre voltar.

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